Por longos tempos, ausente de mim,
Vaguei em ecos de um ontem sem fim.
Minha alma, solta em planos distantes,
Esquecia o templo, os nervos, os instantes.
Mas o agora me chama, o instante me toca,
Como a luz que a aurora à sombra desaloja.
Volto à carne, ao ritmo, ao calor,
A alma abraça o corpo em puro labor.
O reencontro se faz no respirar consciente,
O espírito pousa, enfim, no presente.
Não há mais frestas, não há mais divisão,
A vida se integra na pulsação.
A paz é o fruto desse abraço profundo,
O amor é a teia que conecta o mundo.
Sinto-me inteiro, uno e singular,
O todo habita o que acabei de encontra
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