Miragem

Olhando o horizonte...

... Vejo o sol se escondendo atrás do monte. O límpido rio descansa em berço esplêndido..

Refletindo sua doce e pura imagem.

A tarde vem chegando...

Com ela aumentando

 A vontade de ver você!

Minha alucinação é tanta...

Que projeta você numa miragem.


Vejo você a meu lado...

Seus olhos estão mais brilhantes, Que as estrelas de qualquer constelação.

Seu corpo se confunde na névoa do entardecer.


A noite chega...

E traz consigo a realidade.

Você se desintegrou.

Tudo não passou de ficção


Em tudo o que olho vejo você!

Pois não olho com os olhos da mente.

E sim com olhos do coração. E ouço com ouvidos d’alma.


Alma que a chama do amor...

Queima incessantemente.

Amor cuja dor

 Deteriora meu ser.


É tão difícil ver-te todos os dias...

E não poder...

Tocar-te. Amar-te. Olhar-te.


É triste saber...

Que nossos corpos nunca irão e encontrar.

Encontrar-se na chama da Paixão.

É impossível esquecer!


E me pego pensando em você a todo instante.

Em todos os rostos... Em todas as molduras...

Vejo sua imagem.


Você sorrindo...

De repente vai sumindo... A ave preludia a aurora.

Sua imagem torna-se sombria com o amanhecer.


Sua miragem...

Torna-se névoa na manhã. Na face as lágrimas rolam. A tristeza povoa meu ser.





 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Só por hoje", de Santa Teresinha

Senhora da Luz

O Último Espetáculo: Uma Reflexão Poética sobre a Dualidade Humana