Em comunhão com a Terra, nasce o futuro.
Na escuta mansa do chão que respira,
Aprendo o ritmo antigo do viver;
A terra ensina, em silêncio, a existir,
No passo lento de quem sabe ser.
Sou pó que anda, semente que aspira
Ao sol, à chuva, ao tempo de crescer;
No verde abraço, a vida conspira
E o fruto nasce do bem‑querer.
Se cuido dela, cuida ela de mim,
Num laço eterno de troca e respeito;
Sou parte inteira do mesmo jardim.
Que o homem lembre, no peito imperfeito:
Viver é estar com a Terra até o fim,
Em comunhão, em amor e em efeito.

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